Acredito que estimular
os alunos é apenas uma das ferramentas que devemos usar. Porém nem tudo deve
ser estímulo. Uma das funções da escola é preparar o aluno para o trabalho. Não
trabalhamos porque o serviço é estimulante (pelo menos em boa parte).
Trabalhamos porque estamos defendendo um emprego. Acho que o equilíbrio entre
dever e diversão (como fazem alguns professores de cursinho) é a escolha
sensata, e nos deixa mais preparados para a vida. Brincamos e, ao mesmo tempo,
somos responsáveis.
Em resposta à pergunta “Como
é possível estimular este menino ou menina sem querer transormá-los em adultos
precoces? O que é possíve fazer para a aula de matemática ser mais agradável ?”
após observar que o comentário acima serve para alunos mais velhos, mas alunos pré-adolescentes
têm outro perfil (de Susi Passarete Cardoso, nossa tutora no curso)
Entendi sua colocação, e
concordo com você. Realmente, pré-adolescentes e pré-adultos são diferentes.
Infelizmente o sistema educacional trata os dois da mesma forma : cobramos
prazos, responsabilidades, e exigimos que sejam cumpridos (ai, ai... tô começando
a ficar com saudades da minha primeira infância...). Acho que podemos tornar a
aula mais prazeirosa se o currículo pudesse ser reestruturado, de forma que a
intuição fosse priorizada na infância e pré-adolescência. Matemática poderia se
tornar um momento de brincar, de charadas e adivinhações, ao invés de uma
matéria a ser cumprida, com avaliações e notas. Na prática, queremos incentivar
o aluno com histórias de Monteiro Lobato, Yakov Perelman, Malba Tahan e outros;
mas, no final, cobramos currículo. Na minha cabeça, isso soa como uma
contradição. Será que podemos ser menos formais com os pequenos ? (a cobrança a
que me referi nas outras postagens é para os mais velhos)
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