quarta-feira, 5 de junho de 2013

estimular ou obrigar ?

Acredito que estimular os alunos é apenas uma das ferramentas que devemos usar. Porém nem tudo deve ser estímulo. Uma das funções da escola é preparar o aluno para o trabalho. Não trabalhamos porque o serviço é estimulante (pelo menos em boa parte). Trabalhamos porque estamos defendendo um emprego. Acho que o equilíbrio entre dever e diversão (como fazem alguns professores de cursinho) é a escolha sensata, e nos deixa mais preparados para a vida. Brincamos e, ao mesmo tempo, somos responsáveis.

Em resposta à pergunta “Como é possível estimular este menino ou menina sem querer transormá-los em adultos precoces? O que é possíve fazer para a aula de matemática ser mais agradável ?” após observar que o comentário acima serve para alunos mais velhos, mas alunos pré-adolescentes têm outro perfil (de Susi Passarete Cardoso, nossa tutora no curso)

Entendi sua colocação, e concordo com você. Realmente, pré-adolescentes e pré-adultos são diferentes. Infelizmente o sistema educacional trata os dois da mesma forma : cobramos prazos, responsabilidades, e exigimos que sejam cumpridos (ai, ai... tô começando a ficar com saudades da minha primeira infância...). Acho que podemos tornar a aula mais prazeirosa se o currículo pudesse ser reestruturado, de forma que a intuição fosse priorizada na infância e pré-adolescência. Matemática poderia se tornar um momento de brincar, de charadas e adivinhações, ao invés de uma matéria a ser cumprida, com avaliações e notas. Na prática, queremos incentivar o aluno com histórias de Monteiro Lobato, Yakov Perelman, Malba Tahan e outros; mas, no final, cobramos currículo. Na minha cabeça, isso soa como uma contradição. Será que podemos ser menos formais com os pequenos ? (a cobrança a que me referi nas outras postagens é para os mais velhos)

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